Estados Unidos capturam Nicolás Maduro e anunciam intervenção direta na Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por forças americanas em Caracas e levado aos Estados Unidos, onde permanece detido em um centro de custódia no Brooklyn, em Nova Iorque. A operação militar, batizada de Determinação Absoluta, ocorreu na madrugada de sábado e durou, segundo o presidente americano Donald Trump, apenas 47 segundos.
De acordo com autoridades dos Estados Unidos, Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, foram retirados do quarto enquanto dormiam e transportados imediatamente para solo americano. Trump afirmou ter autorizado pessoalmente a ação às 22h46 de sexta-feira, no horário da Flórida, após adiamentos causados por condições climáticas adversas.
Em pronunciamento, Trump declarou que não permitirá a permanência de aliados de Maduro no poder e anunciou a instalação de um governo interino na Venezuela, sem detalhar seu funcionamento ou duração. O presidente americano também afirmou que empresas dos Estados Unidos irão assumir a reestruturação da indústria petrolífera venezuelana, setor que concentra cerca de 17% das reservas conhecidas de petróleo no mundo.
Maduro é acusado pela Justiça americana de liderar, ao longo de mais de duas décadas, um esquema de narcoterrorismo responsável pelo envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos, com apoio de estruturas do Estado venezuelano. O julgamento deve ocorrer em um tribunal federal no sul de Manhattan, após audiência de custódia marcada para esta semana.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, reagiu em pronunciamento em rede nacional, classificando a ação como um sequestro e afirmando que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. Ela convocou ministros e a população a resistirem ao que chamou de intervenção imperialista dos Estados Unidos.
A captura de Maduro provocou forte reação internacional. A China exigiu a libertação imediata do presidente venezuelano e afirmou que a ação viola o direito internacional. O tema deve ser discutido em reunião do Conselho de Segurança da ONU, embora os Estados Unidos possuam poder de veto no órgão.
Em entrevista à CBN, o cientista político Paulo Ramírez alertou que a operação pode gerar um grave precedente jurídico e geopolítico. Segundo ele, a retirada de Maduro do poder foi apenas a etapa mais simples, enquanto a administração do país, o controle das forças armadas e a reação popular representam desafios muito mais complexos.
Para especialistas, a ofensiva americana inaugura um novo capítulo de tensão na América Latina e pode desencadear instabilidade regional, disputas diplomáticas e resistência interna na Venezuela. Enquanto isso, o futuro político do país permanece indefinido, em meio a um cenário de crise institucional e forte pressão internacional.

O mapa representa a presença e o fortalecimento militar dos Estados Unidos na região do Caribe no ano de 2009. Nele estão indicadas bases militares, rotas de voos, operações de vigilância aérea e a distribuição de navios de guerra no Mar do Caribe e áreas próximas.
Observa-se que os Estados Unidos mantêm bases militares em territórios próprios e em países aliados, como Porto Rico, Curaçao e áreas próximas à América Central e ao norte da América do Sul. Essas bases funcionam como pontos estratégicos de apoio logístico, treinamento e operações militares.
O mapa também destaca a presença de navios de guerra, como cruzadores, destróieres e navios de assalto anfíbio, posicionados principalmente próximos às Ilhas Virgens dos EUA, ao norte da Venezuela e nas rotas marítimas do Caribe, demonstrando o controle das principais vias de circulação marítima da região.
As rotas de voo indicadas mostram missões de patrulhamento, vigilância, treinamento e ajuda humanitária, além do uso de aviões de reconhecimento para monitoramento aéreo. Essas operações estão ligadas ao combate ao tráfico de drogas, à segurança regional e ao controle geopolítico do espaço caribenho.
De modo geral, o mapa evidencia a importância estratégica do Caribe para os Estados Unidos, devido à sua localização entre a América do Norte, a América Central e a América do Sul, às rotas comerciais e à proximidade de países considerados sensíveis do ponto de vista político e econômico, como a Venezuela. (GEOGRAFIA ROCK)