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CORPOS TRANS QUE SÃO ROQUEIRASO
16/10/2023 03:53 em COLUNA DO ROCK

 O rock pode não está presente no dial com exceção de Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba mas a internet contribui para o rock alcançar os quatro cantos do Brasil. O problema que temos hoje é como saber das novidades das bandas de rock? Somos refém dos algoritmos. Eu que utilizo o Spotify, por exemplo, recebo uma lista personalizada de músicas que  permite descobrir novidades. Assim como os sistemas de recomendação do Facebook. Até aqui não vejo problema desde que saibamos usar a tecnologia a nosso favor, mas o pagode, axé, funk, sertanejo dominam a programação das rádios do dial que estão nestas mídias.  Tais “recomendações”  bloqueiam os fluxos de informação. Os dados mostram que 84% das pessoas com acesso à internet pelo mundo estão cadastrada em alguma rede social, na média cada uma fica 2h24min por dia nessas mídias. No Brasil esse tempo sobe para 3h31mim ocupando o 3º lugar atrás de Filipinas e Colômbia.

Sem a intenção de falar sobre os efeitos dos algoritmos na nossa vida, o tema bastante espinhoso, envolve o monitoramento das pessoas quando sai de casa, nosso relacionamento amoroso, o que gostámos enfim. Isso tudo pensando no público roqueiro, o Brasil é o 10º país que mais houve rock (2017) atrás da Holanda, França, Paraguai, México, Espanha, Estados Unidos,  Reino Unido, Itália, e o Canadá. Me questiono: por que não tem no dial uma rádio rock em Porto Alegre?

As roqueiras trans estão no rock e s

ão incríveis. Veja algumas: a vocalista e guitarrista Marissa Martinez, tecladista Dee Palmer,  a vocalista Marcie Free, vocalista Genesis P. Orridge, vocalista Mina Caputo, vocalista Laura Jane Grace, e a vocalista Jayne County. Todas elas de várias bandas do Reino Unido, Estados Unidos e no Brasil? Não encontrei ainda. Elas estão aí para mostrar que os corpos trans (re)xiste.

Dentro da nação roqueira tem corpos trans e também preconceito quando o músico decide se assumir para si, para a banda, o que ocorreu com a banda Against-me!

Elas fazem ou fizeram parte de bandas da esquerda para direita (capas dos discos que são os melhores) Cretin (Marissa), Jethro Tull (Dee), King Kobra (Free), Throbbing Gristle (Genesis), Life of Agony (Mina), Against-Me! (Laura), e Electric Chairs (Jayne) com estilos e pegadas diferentes mais fazendo acontecer.

Elas são homens? Eles trocaram por um gênero feminino? Não vou entrar nesta questão aqui mas deixar você leitor  conhecer essas incríveis bandas e em especial esses corpos trans.

As roqueiras têm sua identidade gênero como qualquer outro músico e não só no mundo da música mas na política, no esporte, na educação.

Hoje tem menos preconceito com a presença de corpos trans, mas nem sempre foi assim.

Embora o atual cenário nacional (e internacional também) oprime esses corpos, desumaniza, temos as conquistas do ativismo trans. É um ganho, é para sempre. A sociedade brasileira está sofrendo bastante influência dos debates em torno dos corpos trans e das reivindicações e das suas necessidades.

O Brasil é o país que mais mata pessoas trans, colocando nosso país a frente do México e também dos EUA em número de assassinatos. Foram 184 mortes em 2020, segundo dossiê da ANTRA em 29 de janeiro deste ano. Além da dificuldade ao acesso de trabalho, muitos corpos trans recorrem a prostituição para buscar renda (90%).

Caro leitor o rock é um grito de liberdade e a (re)xistência dos corpos trans.  Esperamos ainda ver esses corpos dissidentes aceitos em todos os espaços da cidade sem transfobia.

  *coluna do rock era o começo de tudo ou seja quando nasceu o projeto da rádio web geografia rock. Mantemos o nome como marco zero da fundação da rádio. Não temos as datas que foram publicadas  os textos que republicaremos aqui por isso seão publicados aleatoriamente  semanalmente um texto na couna do rock.

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